03 de agosto de 2026
A mobilidade urbana ocupa um papel estratégico no desenvolvimento das cidades. Mais do que conectar pessoas e destinos, ela influencia diretamente a qualidade de vida da população, a produtividade econômica, a inclusão social e a sustentabilidade ambiental.
Com esse objetivo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Ministério das Cidades, desenvolveu o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), um dos mais abrangentes diagnósticos já realizados sobre o transporte público brasileiro.
Além de mapear necessidades de investimento nas 21 maiores regiões metropolitanas do país, o ENMU estabelece uma visão de longo prazo para orientar políticas públicas, projetos e investimentos capazes de transformar a mobilidade urbana brasileira nas próximas décadas.
Essa visão dialoga diretamente com princípios que há décadas orientam o desenvolvimento do Aeromovel.
O ENMU apresenta uma Visão de Futuro construída de forma colaborativa entre especialistas, instituições e representantes do poder público:
“Até 2054, o Brasil priorizará os meios de transporte não motorizados e coletivos, construindo uma mobilidade urbana eficiente, ambientalmente sustentável, segura, acessível e de qualidade para todas as pessoas.”
Mais do que uma meta, essa declaração estabelece uma referência para o planejamento das cidades brasileiras, reconhecendo que a prioridade ao transporte coletivo é fundamental para enfrentar desafios como congestionamentos, emissões de gases de efeito estufa, desigualdade de acesso e perda de competitividade urbana.
O estudo demonstra que o transporte coletivo possui a maior capacidade de produzir benefícios sociais e urbanos de forma ampla.
Quando eficiente, ele contribui para:
Entretanto, o ENMU também evidencia um cenário desafiador. Em diversos sistemas brasileiros, a demanda por passageiros caiu significativamente na última década, comprometendo receitas, investimentos e a qualidade dos serviços.
Romper esse ciclo exige planejamento, inovação tecnológica e investimentos em soluções capazes de tornar o transporte coletivo mais competitivo frente ao transporte individual.
A proposta apresentada pelo estudo está estruturada em seis grandes dimensões.
O primeiro princípio propõe reorganizar a mobilidade urbana colocando o transporte coletivo e os deslocamentos ativos no centro do planejamento das cidades.
Essa mudança permite utilizar melhor o espaço urbano e ampliar a capacidade de movimentação de pessoas, reduzindo a dependência do automóvel.
Sistemas de média capacidade desempenham papel importante nesse cenário ao conectar diferentes modais e ampliar a cobertura da rede de transporte público.
Eficiência significa oferecer viagens rápidas, previsíveis e integradas, utilizando de forma racional os investimentos em infraestrutura.
Isso envolve planejamento adequado da rede, integração entre diferentes modais e tecnologias capazes de garantir elevada disponibilidade operacional.
Soluções automatizadas, com operação controlada e alta confiabilidade, contribuem para reduzir tempos de viagem, aumentar a regularidade do serviço e melhorar a experiência dos passageiros.
A redução das emissões é um dos maiores desafios das cidades contemporâneas.
O ENMU destaca a necessidade de incorporar tecnologias de baixa emissão e práticas ambientalmente responsáveis como elemento central do planejamento urbano.
Nesse contexto, alternativas que utilizam propulsão elétrica e apresentam menor consumo energético tornam-se importantes aliadas na transição para uma mobilidade mais sustentável.
O estudo também reforça que mobilidade de qualidade depende de deslocamentos seguros.
Isso envolve tanto a redução de acidentes quanto sistemas projetados com elevados padrões de confiabilidade operacional, monitoramento e automação.
A evolução tecnológica permite incorporar níveis cada vez maiores de segurança aos sistemas de transporte urbano, reduzindo riscos operacionais e aumentando a confiabilidade do serviço.
Uma cidade eficiente é também uma cidade inclusiva.
A acessibilidade envolve não apenas infraestrutura adaptada, mas também tarifas, integração entre modais e cobertura territorial capazes de atender diferentes perfis de usuários.
Projetos de transporte de média capacidade podem ampliar essa conectividade, aproximando bairros, aeroportos, centros urbanos e polos de desenvolvimento.
Rapidez, conforto, confiabilidade e previsibilidade são fatores decisivos para atrair passageiros ao transporte coletivo.
Quanto melhor for a experiência do usuário, maior tende a ser a migração do transporte individual para modos coletivos.
Investir em qualidade significa aumentar a competitividade do transporte público e fortalecer sua atratividade no longo prazo.
Desde sua criação, o Aeromovel foi concebido para oferecer uma alternativa inovadora de transporte coletivo urbano, baseada em eficiência operacional, sustentabilidade e integração com outros modais.
Suas características dialogam com diversos princípios apresentados na Visão de Futuro do ENMU:
Mais do que responder às necessidades atuais, soluções como o Aeromovel demonstram como inovação tecnológica pode contribuir para tornar o transporte coletivo mais atrativo e competitivo.
O ENMU reforça que o futuro da mobilidade urbana depende de decisões tomadas no presente.
Investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica, integração modal e planejamento de longo prazo serão determinantes para que as cidades brasileiras consigam oferecer sistemas de transporte mais eficientes, sustentáveis e acessíveis.
Ao estabelecer uma visão nacional para os próximos 30 anos, o estudo cria uma referência importante para governos, operadores, projetistas e empresas que atuam no desenvolvimento de soluções para mobilidade urbana.
Nesse contexto, iniciativas capazes de combinar inovação, eficiência operacional e sustentabilidade têm potencial para contribuir com a construção de cidades mais conectadas, resilientes e centradas nas pessoas — exatamente a direção apontada pela Visão de Futuro do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana.
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